Eu por eu mesma

terça-feira, março 12, 2013

Aquele negócio chamado amor

Relacionamentos nunca foram meu forte. Aaaah o dedo podre, o famoso dedo pobre sempre esteve presente nas minhas belíssimas escolhas sentimentais. Os anos passam e após muitos corpos pelo caminho vc descobre quem é, o que veio fazer aqui  e que tipo de pessoa quer ao seu lado. Ai depois de sofrer muito, estudar muito e se tornar uma pessoa sensacional, tipo partidão sabe, não tem um ser humano que mereça seu amor.
AI meu deus, olha ela aí se achando o último Traquinas do pacote. Não é issoo!! O  problema é vc conseguir superar suas inseguranças, suas carências, se tornar uma pessoa inteligente com uma ótima conversa, culta que sabe ser sociável, educada e conhecer caras que não terminaram a faculdade, comem a mesa que nem uns ignorantes, escrevem 'concerteza' e não abrem a porta do carro. Porra!
Hoje estar solteira não quer dizer estar encalhada, por que sinceramente pra mim apresentar para a minha mãe um cara que escreve errado, ainda está fazendo a faculdade ou não sabe se portar a  mesa é a mesma coisa que ele não ter os dentes da frente.
Ai todo mundo diz o quanto vc é bonita, inteligente, educada, culta e ....  e aí? e daí? Tem algum supermercado para que eu possa ver as especificações do produto antes de comprar? Por que vou te falar.....
Um amigo meu terminou um relacionamento de 6 anos. 6 ANOS. Decepcionado com a noiva que simplesmente não quis dar uma nova chance pro relacionamento dar certo.... Ai me vem ele dizer que quer uma mulher pra casar, uma mulher direita.... hum.... conheço meu eleitorado e ele nem de longe era um exemplo de namorado (fiel). Fazia de tudo por ela, mas quando dava sempre pulava a cerca, pra manter a novidade e não se frustrar no relacionamento.
Eu não quero algo desse jeito, se é pra ficar junto é pra ficar junto. Isso é uma opção de duas pessoas, se uma não quer, querendo conhecer gente nova, um beijo e (não) me liga.
A hipocrisia do amor atual envenena minha alma (pouco) romântica. O feminismo que cresceu nos últimos tempo, colocando as mulheres em pé de igualdade com os homens, marginalizou a figura feminina. Querer se equiparar aos homens é uma coisa uma outra bem diferente é agregar a misoginia  e piora-la, mostrando que não só conseguiríamos ser iguais, mas sim, piores que eles.
Ai a mulher fica com fama de fácil, piranha, rodada e não sabe por que.
Ser independente é essencial. Ser dona do seu nariz, poder pagar a conta do jantar, ter a opção de, se quiser , ir pra cama na primeira noite, mas tudo isso sem ser vulgar. E o homem não pode esquecer que tudo isso não quer dizer que ele não possa ( ou não deva) pagar o jantar, abrir a porta do carro ou dizer que essa noite ele não vai subir...
Se por um lado a qualidade das mulheres aumentou e o romantismo diminuiu os homens deveriam manter a qualidade e aumentar o romantismo. Não é nem questão te estar difícil, não tem nem concorrencia de tão baixa que está  a qualidade masculina.